Laudo confirma que homem foi amarrado e assassinado em Nova Jangada; Ele ainda estaria vivo quando o fogo começou
Vizinhos acordaram com o fogo e a fumaça e conseguiram debelar as chamas. Então, foram em busca da vítima e o encontraram embaixo do sofá.
O laudo de necropsia do chacareiro Ramon de Souza Guirre, de 44 anos, encontrado carbonizado em sua residência no bairro Nova Jangada, em Jangada, aponta que ele foi vítima de assassinato.
Havia sinais de que ele teve as mãos amarradas. O instrumento usado para matar o chacareiro – arma de fogo, faca ou mesmo pancada - não foi divulgado. O crime teria ocorrido na madrugada de segunda-feira (19).
A suspeita de latrocínio (roubo seguido de morte) é reforçada pelo sumiço do um aparelho de TV, uma espingarda, além da carteira com documentos.
Segundo a Polícia, o chacareiro teve carbonização parcial e, com isso, foi possível confirmar as lesões externas que causaram a morte dele.
Ele ainda estaria vivo quando o fogo começou e chegou a respirar fumaça que contribuiu para a morte. “O motivo mesmo foi choque hipovolêmico”, explicou um policial.
Com a confirmação do assassinato e o sumiço de alguns pertences, os policiais da Delegacia Municipal de Jangada reforçaram a hipótese de latrocínio.
Os policiais acreditam que os ladrões sejam da região e o chacareiro tenha reagido ao assalto. Os bandidos, então, o teriam amarrado e o executaram.
O laudo de necropsia deverá ficar pronto em 30 dias, mas os policiais que investigam o caso estão em busca da arma utilizada no latrocínio. Caso consigam apreendê-la, será anexada ao inquérito.
Ramon foi encontrado carbonizado embaixo do sofá da sala, o único cômodo que o fogo conseguiu consumir.
Vizinhos acordaram com o fogo e a fumaça e conseguiram debelar as chamas. Então, foram em busca da vítima e o encontraram embaixo do sofá.
Eles acreditam que, caso não agissem com rapidez, o fogo teria consumido toda a casa e a vítima teria virado cinza.
Aos policiais, os vizinhos disseram que os filhos do chacareiro residem nas cidades de Rosário Oeste e Nova Mutum. Eles foram informados da morte pelo vizinho.
O corpo foi trazido para o Instituto de Medicina Legal de Cuiabá para ser necropsiado.
Os familiares estiveram no IML na segunda-feira onde fizeram o reconhecimento e providenciaram o sepultamento.