Moradores atacam viaturas da PM e Samu após morte do traficante 'Sapinho'

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Quinta, 02 Agosto 2018 | GazetaDigital
Um grupo de moradores do bairro Novo Colorado, em Cuiabá, apedrejou viaturas da Polícia Militar e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), após a morte de Flávio Castro de Lima, 31, popularmente conhecido como 'Sapinho'. Conforme as informações policiais, cerca de 30 pessoas participaram da confusão, mas nenhuma delas foi presa.
O criminoso, que tinha várias passagens policiais, foi morto durante confronto com policiais militares no início da noite desta quarta-feira (1º).
Ele era um dos procurado pela Polícia Militar sob suspeita de ter participado de um roubo no bairro Jardim Mariana, na última terça-feira (31).
Também era apontado como um dos responsáveis por metralhar uma viatura da PM durante tentativa de abordagem aos ladrões após o assalto. Pelo menos 14 tiros atigiram a viatura no capô e para-brisa, mas os policiais que estavam no veículo não foram atingidos pelos projéteis.
Segundo a ocorrência, policiais da Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam), foram acionados para dar apoio na ocorrência que resultou na morte do 'Sapinho'.
Porém, moradores começaram a jogar pedras contra as equipes policiais. Eles romperam a fita que fazia o isolamento da cena do crime, jogaram pedras e usaram fogos de artifícios. Até uma ambulância do Samu foi atingida por uma pedra e teve os vidros quebrados.
Os policiais revidaram a ação com bombas de efeito moral, granadas lacrimogêneas e disparo de elastômero. Logo em seguida, os moradores se dispersaram.
A morte de 'Sapinho' foi provocada após ele se esconder em um quarto e entrar em confronto com policiais. Ele estava com um revólver calibre 32 que se recusou a colocar no chão. Ele teria esboçado reação de iria atirar contra os policiais e por isso foi baleado.
Histórico criminal
Dentre as passagens na polícia, Sapinho era acusado por homicídios e pelo crime de tráfico de drogas. Ele era 'querido' na região porque oferecia proteção falsa aos moradores impedindo que outros criminosos invadissem casas da "sua área" para roubar.