24 morreram e 128 feridos neste ano entre Jangada e Várzea Grande
Somente este ano, entre primeiro de janeiro e 12 deste mês, 24 pessoas morreram e 128 ficaram feridas, pelo menos 30 em estado grave, em acidentes de trânsito registrados no trecho da BR-364/163 entre os municípios de Várzea Grande e Jangada.
Nesse mesmo período, nos 62 quilômetros entre o trevo do Lagarto e o perímetro urbano de Jangada(do KM-434 ao 496), a Polícia Rodoviária Federal(PRF) contabilizou 268 acidentes, ou seja, 4,3 por quilômetro. A maioria deles envolvendo caminhões e carretas do transporte de cargas com automóveis de passeio.
Alessandro Barbosa Dorileo, chefe Substituto do Núcleo de Registro de Acidentes e Medicina(NURAM) da PRF em Mato Grosso, destaca três pontos nos quais ocorrem os acidentes mais graves. De acordo com o levantamento feito ele, são do km 435 ao 437, do Km 461 ao 464 e do Km 474 ao 476.
São tragédias como a que aconteceu no domingo passado, quando sete pessoas de uma mesma família morreram, duas delas crianças, em uma colisão envolvendo um carro de passeio e quatro caminhões.
As vítimas ocupavam um Fiat Pálio que, supostamente, rodou na pista depois de uma ultrapassagem mal sucedida e bateu na traseira de um caminhão. Uma menina de 13 anos, com lesões leves, foi a única sobrevivente.
Conforme Dorileo, a rodovia se encontra com condições razoáveis de tráfego, mas já existem buracos, que se não forem tapados com rapidez, crescem da noite para o dia, devido ao intenso fluxo de veículos de carga e ao período de chuvas e causar problemas aos motoristas.
Neste período, as chuvas também favorecem o crescimento da vegetação, que em alguns pontos cobre placas de sinalização verticais, trazendo um enorme risco em curvas e em locais que não são permitidos ultrapassagens.
Outra questão, diz, é que no percurso entre Várzea Grande e Jangada os pontos de ultrapassagens são poucos e com pequenas distâncias, sendo agravados pelo enorme fluxo de veículos de grande porte(bi-trens e treminhões) que andam em fila e muito próximo ao veículo da frente.
“Com toda a certeza, podemos afirmar que, se houvesse mais terceiras faixas ou o trecho em questão fosse duplicado, teríamos uma significativa redução do número de acidentes”, avalia.
Todavia, diz, é a atitude incorreta da grande maioria dos motoristas que determina estas estatísticas absurdas. De acordo com as estatísticas da PRF, a imprudência seria a principal causa, pois assim como em outras vias federais e estaduais de Mato Grosso, os acidentes acontecem durante o dia, com céu claro e pista seca.
Dona de um sítio entre Jangada e Várzea Grande, Maria Rita Santos Pereira, 45 anos, diz que pavor de dirigir nessa estrada. Ela diz que já viu muitos acidentes, com pessoas mortas, enquanto se dirigia ou retornava de sua propriedade. Por causa disso, Mara Luiza se considera uma pessoa de sorte.
Maria conta que há quase dois anos o marido, Luiz Otávio, que é quem mais dirige, bateu o carro em um caminhão, mas, felizmente, o acidente aconteceu quando os dois veículos estavam praticamente parados perto da entrada de um comércio à margem da pista.























