Peritos do INSS retornam ao trabalho nesta segunda-feira em Mato Grosso

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Terça, 26 Janeiro 2016 | G1 MT
 Mais de 50 médicos peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) retomaram os atendimentos em Mato Grosso nesta segunda-feira (25), após quatro meses de greve. Porém, eles seguem em "estado de greve", segundo a associação nacional da categoria. A categoria suspendeu as atividades em setembro do ano passado para pedir redução da jornada de trabalho de 40 para 30 horas semanais e reajuste salarial de 27,5%. Essa paralisação foi a mais longa da história da categoria.

Nesta segunda-feira, só estão sendo atendidas as pessoas que estavam com perícia marcada para essa data. Agora, o tempo de espera por atendimentos, que durava até 30 dias, devem demorar cerca de 90 dias. Os agendamentos de perícias estão sendo realizados pela central de atendimento, através do número 135.
 Segundo o gerente executivo do INSS em Mato Grosso, Odair Egues, aqueles que irão requerer o benefício pela primeira vez poderão ter prioridade no atendimento."Todos serão atendidos, mas se os responsáveis entenderem que é mais viável, eles irão priorizar a perícia inicial e podem remarcar os pedidos de prorrogação", explicou o gerente.

O segurança Rafael Almeida Miguel está afastado do trabalho desde o dia 14 de maio do ano passado por causa de uma hérnia de disco na coluna e ainda não fez a perícia inicial, que foi marcada para o dia 23 de fevereiro. "Todas as vezes que eu venho aqui, eles remarcam [a perícia] para outro dia e, devido a greve dos médicos, piorou a situação", disse.
 A situação da atendente comercial Ubirlene Lemes Ventura, de 26 anos, também é complicada. Ela conta que fez uma cirurgia no tornozelo em setembro do ano passado e a perícia, que só havia sido agendada para o último dia 22 de janeiro, foi remarcada para esta segunda-feira (25). "O que me ajudou é que, durante esse período, ainda recebi um dinheiro porque a empresa onde eu trabalho tem um convênio", contou.

O beneficiário André Luis de Almeida de 34 anos, tem depressão e está há seis meses sem receber o auxílio-doença. Ele entrou na Justiça e, nesta segunda-feira (25), deve fazer a perícia por determinação do juiz. "O juiz determinou que eles paguem os [valores] atrasados e determinou a conversão do auxilio-doença para aposentadoria por invalidez", disse.

Segundo André, ele toma mais de 50 comprimidos por dia, sendo que há remédios que custam R$ 700. "Nessas horas, tem que se virar e comprar", disse.

Sem atendimento
De acordo com a Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP), mais de 2 milhões de perícias deixaram de ser feitas no país desde o início da greve. Segundo o INSS, 1,3 milhão de atendimentos deixaram de ser feitos. Em Mato Grosso, durante o movimento grevista, aproximadamente 25 mil pessoas deixaram de ser atendidas.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
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