Após ser preso em Acorizal, bandido confessa tentativa de assalto, mas nega mortes
Edilson, 28 anos (detalhe) foi baleado durante troca de tiros com PM, na casa de câmbio
O mecânico Edilson Pedroso da Silva, de 28 anos, confessou em depoimento à Polícia Civil, nesta quarta-feira (26), que tentou assaltar a loja Câmbio Rápido, mas negou que tenha matado a funcionária da loja, Karina Fernandes Gomes, e o policial militar Danilo César Rodrigues.
Após ser ouvido durante três horas, na Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Cuiabá, o acusado foi levado para o Pronto-Socorro de Cuiabá, para retirada de dois projéteis alojados no peito.
A informação da Polícia Civil é que Edilson está bastante “debilitado”. Durante a tentativa de assalto, na Avenida Getúlio Vargas, área central da Capital, na tarde de segunda-feira (24), Edílson foi baleado na troca de tiros com os policiais.
Segundo as informações dos delegados Silas Tadeu Caldeira e Walfrido Franklin do Nascimento, durante a fuga o rapaz roubou dois carros, sendo um Uno e outro Honda Fit. No último veículo, pertencente a uma senhora, uma bolsa foi deixada e Edilson levou-a quando abandonou o carro próximo a um rio.
Com medo de ser encontrado, o rapaz saiu sem rumo e, 150 metros depois, encontrou um homem em uma motocicleta. Ainda armado, o bandido anunciou o assalto e mais para frente deixou o veículo e se escondeu no mato, ficando até terça-feira (25) pela manhã.
Do local, Edilson pegou um táxi e foi para a casa da avó e, em seguida, se dirigiu até a casa do pai, na chácara onde foi localizado.
A chegada da Polícia até o local foi por denúncia anônima. Caldeira afirmou que não houve por parte de Edilson resistência e, no momento da chegada dos policiais, ele confirmou a ação e negou que tenha atirado.
O nome de Edison consta em ficha registrada na Polícia Civil. Entre os antecedentes criminais, estão passagem por roubo e receptação.
Após passar pelo Pronto-Socorro, Edilson foi transferido para a Penitenciária Central do Estado (PCE), no bairro Pascoal Ramos, em Cuiabá.
Motivos
Os delegados Silas Tadeu Caldeira e Walfrido Franklin do Nascimento afirmaram que em depoimento na tarde de hoje, Edilson Pedroso da Silva falou que a escolha da casa de câmbio foi aleatória.
“O objetivo único era assaltar. Ele chegou perguntando se trocava dinheiro e, ao ver o policial, pensou apenas que fosse um segurança privado da loja. A princípio, o que parece pelas filmagens que tivemos acesso, é que para evitar o assalto, o policial reagiu atirando e Edilson teria revidado. Assustado, ele fugiu”, disse Nascimento.
A ação, segundo os delegados, durou cerca de um minuto e meio.
A tese, levantada no início das investigações, de que o crime seria passional, foi descartada pela Polícia.
“Nós nunca dissemos que estava descartada, mas também nunca confirmamos. Por nunca ter existido a tese, não há porque descartar algo que sequer houve”, informou o delegado Nascimento.























