Comunicadores usam tv como vitrine pró-2014; Estado tem 5 candidatos
Apresentadores de telejornais do Estado devem utilizar as emissoras como “vitrine” para conquistar uma vaga na Assembleia no pleito de 2014. Por conta da popularidade proporcionada pela profissão, os partidos políticos apostam nos nomes dos comunicadores. Eles garantem, no entanto, que estão apenas na programação diária ou semanal e isso não é garantia de votos. Mas, Mato Grosso conta atualmente com cinco apresentadores com histórico político, sendo Walter Rebello, Toninho de Souza, Luizinho Magalhães (ambos do PSD), Maksuês Leite (PRB) e Everton Pop (PTB).
O deputado estadual Walter Rabello é apresentador de um programa diário na afiliada da TV Record e deve concorrer à reeleição em 2014. O próprio comunicador, no entanto, diz que já sofreu derrota em candidatura – em 2000 na disputa a vereador e em 2008 a prefeito da Capital – mesmo estando sob o comando de um telejornal. Por outro lado, ele conseguiu ser eleito, ocupando a mesma função jornalística, em 2004 (como vereador) e em 2010 (como deputado estadual).

“A pretensão do partido é reunir o maior número de candidato. Há um entendimento para majoritária, seja Senado ou Governo do Estado. Meu projeto é sair para reeleição e hoje o partido apoia. Mas vou ouvir os anseios da sociedade para sair candidato. Não saio para satisfazer meu ego ou partido”. Rabello diz ainda que ser apresentador ajuda na disputa, mas que não basta apenas isso. Defende que é preciso um conjunto de ações para o eleitor avaliar.
Reeleito vereador por Cuiabá em 2012, Toninho de Souza afirma que ainda não é certa sua candidatura para o cargo de deputado estadual em 2014. Ressalta que deve se posicionar apenas ano que vem. O fato de ser uma das apostas do PSD para o pleito de 2014, por ser apresentador de televisão é visto com naturalidade pelo social-democrata. “Não faz parte do meu projeto, estou cumprindo meu papel de vereador, mas sei que meu nome é lembrado pela população e pelo partido. Não me entusiasmo com a ideia, mas seria um reconhecimento”, argumenta.
Mesmo eleito duas vezes enquanto apresentador de telejornal, Toninho frisa que estar na televisão não é garantia de sucesso na política. Assim como Rabello, reforça que outros comunicadores entraram em disputa eleitoral, mas não obtiveram êxito. “Reconheço que a tv ajuda, pois naturalmente as pessoas já te conhecem. A credibilidade, contudo, é mais importante, se não tiver credibilidade não é votado”, avalia.






















