O deputado Wellinton Fagundes e o governador Silval Barbosa estiveram com a presidente Dilma, nesta quinta em BrasíliaO governador Silval Barbosa (PMDB) e o presidente estadual do PR, deputado federal Wellinton Fagundes, foram recebidos na tarde desta quinta-feira (16), pela pela presidente Dilma Rousseff (PT), no Palácio do Planalto, em Brasília. Mesmo sem a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador e ex-governador Blairo Maggi (PR), como estava previsto, Dilma discutiu com os aliados decisões essenciais para a conquista da sucessão do governo Silval e de sua reeleição em Mato Grosso.
A decisão do futuro político de ambos, que cogitam a única vaga da aliança para a disputa ao Senado, assim como a escolha dos nomes ainda vai depender de uma conversa com Blairo, que se nega a participar como candidato.
De acordo com o deputado, Dilma deve receber Blairo nos próximos dias.
“Em resumo, ela vai conversar com Blairo pra ver se ele vai se anunciar ao governo e também vai conversar com Lúdio (Lúdio Cabral – PT) na semana que vem”, relatou.
Antes da última tentativa de convencer Blairo a se candidatar ao governo, Dilma não deve bater o martelo sobre os nomes que vão compor seu palanque em Mato Grosso.
Sobre o futuro de Silval, Wellinton não revelou a opinião da presidente, mas ressaltou que há várias possibilidades e comparando a situação do governador com a do ex-governador Dante de Oliveira (PSD), sugeriu que possa se candidatar a deputado federal.
“ Lembra quando o Dante saiu candidato a senador? Eu disse para ele sair a deputado federal, porque ele seria o mais votado do partido naquela época e podia ajudar a eleger uma bancada. Como deputado federal ele teria mais força do que senador. E ele no momento disse que não e se candidatou a senador e perdeu a eleição”, comparou.
A avaliação do Republicano é baseada na importância do partido dentro da base aliada de Dilma. Wellinton já deixou claro que não abre mão de ser candidato ao Senado e que se tiver que ceder sua vaga de candidato dentro da aliança dos partidos governistas de em Mato Grosso, pode deixar a base para se aliar ao pré-candidato Pedro Taques (PDT), sem sofrer retaliações do partido, devido às articulações de Blairo junto à presidente.
“Eu sou candidato ao Senado. Agora quem tem que definir se vai concluir o governo, ou não, é o Silval. Alternativas ele tem várias. Ele pode concluir o mandato e pode ser candidato não só a senador, mas também como deputado federal e estadual”, frisou.
Para Wellinton deixar a base de Silval não significa uma ‘traição política’ , já que seu partido assim como o partido de Taques são aliados nacionalmente ao PT de Dilma e o grupo não representaria uma forte oposição.
“Eu sou da base nacional. O PDT também é da base nacional. Nem o PSB (de Mauro Mendes e Eduardo Campos) é oposição concreta. Nunca ouvi uma postura de oposição radical do PSB”, defendeu.
Aliança
Na primeira reunião da base governista, em 2014, realizada nesta segunda-feira (13), o PR apresentou o nome do deputado Wellinton para concorrer ao Senado e o nome do ex-prefeito de Água Boa, Maurício Tonhá (Maurição) para a candidatura de governador. Para o governo, também foram apresentados os nomes de Lúdio Cabral (PT) , Julier Sebastião (Pelo PT, mas sem filiação) e Eraí Maggi (PP). Até o momento, a chapa que definiu ter apenas um representante ao Senado, apoia Wellinton, mas dá preferência a Silval, caso ele queira deixar o governo para se candidatar a senador.
Visita a Mato Grosso
No encontro, a presidente Dilma aceitou o convite do governador Silval para participar da inauguração da Arena Pantanal prevista para o mês de fevereiro, assim como garantiu a presença na abertura da safra, no mesmo mês. As datas, porém, não foram confirmadas porque dependem da agenda da presidente.