Garimpeiros arrastam carros de mineradora e clima fica tenso em cidade alvo de operação da PF
Garimpeiros que foram expulsos pelas forças de segurança de um garimpo ilegal em Aripuanã (1.200 km de Cuiabá) ocuparam na manhã desta terça-feira (8) a principal avenida da cidade, chegando a fechar a passagem de veículos. A presença do pessoal que trabalhava na área à procura de ouro provocou tensão entre os moradores e alguns comerciantes que, por precaução, chegaram a fechar os estabelecimentos.
A Operação Trype foi desencadeada nessa segunda-feira (7) e envolveu cerca de 160 pessoas em uma ação conjunta da Polícia Federal com equipes das policias Militar e Civil de Mato Grosso, além de servidores do Ibama e da Secretaria de Estado do meio Ambiente (Sema-MT).
Na ação, um garimpeiro reagiu fazendo disparos com uma espingarda e acabou atingido com dois tiros na região do tórax por um policial da equipe do Batalhão de Operações Especiais (Bope). O homem, que não teve o nome revelado, foi levado para o Hospital Municipal Santo Antônio, mas chegou morto.
No barraco do homem, foram encontradas duas espingardas cartucheiras, uma de cano longo e outra de cano curto, de calibre não identificado. Além disso, havia invólucros de pólvora, chumbo, pote com espoleta, cartuchos intactos e outros deflagrados, além de dois invólucros de quantidade não especificada de substância semelhante a ouro.
Nesta terça-feira, um representante dos garimpeiros conversou com um delegado da Polícia Federal para tentar um acordo visando a retirada de equipamentos do local. Eles querem também conversar com as autoridades para encontrar uma forma de legalizar a exploração do garimpo, que é de onde retiram o sustento.
Ainda pela manhã, agentes da PF foram ao local e explodiram túneis e também destruíram alguns equipamentos.
O garimpo ilegal fica na Serra de Santo Expedito, distante 13 quilômetros de Aripuanã. A área começou a ser explorada em outubro de 2018 e por ali circula uma população que varia entre 1.000 e 1.500 pessoas. A atividade provoca forte degradação ambiental na região e também um impacto social no município, com o crescimento das taxas de homicídios, além de fomentar o tráfico de drogas e prostituição.
PERÍCIA NO LOCAL
O delegado da Polícia Federal Carlos D´Ângelo disse que a retirada de cerca de 500 garimpeiros nessa segunda-feira foi pacífica. Foram identificados os responsáveis, dos quais alguns foram presos e outros conseguiram escapar. Segundo ele, a ordem da justiça é que todos os equipamentos usados na extração ilegal de ouro sejam destruídos.
“A determinação Judicial é que esse material seja destruído e também a implosão daquelas cavas que foram criadas ao longo do tempo. Essa turma saiu e a policia iniciou hoje na parte da manhã uma perícia no local para dimensionar o dano ambiental e todo o estrago causado”, disse o delegado. A operação de destruição dos equipamentos continua nesta terça-feira e deve ser concluído nesta quarta-feira.







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